quinta-feira, 20 de março de 2008

Saudades...




Sinto saudades da minha infância.
Sinto saudades das pessoas queridas que conheci.
Sinto saudades de um grande amigo, aquele que foi mais importante na minha vida (Meu pai). Sinto saudades de cantar na livraria Letras&Expressões e de falar com todos os funcionários de lá e que são meus amigos até hj (Caetano, Engel, Rafael, Didi...).
Sinto saudades de passar aquela tarde maravilhosa com os meus amigos e de almoçar as comidas deliciosas que o Paulo Ivo faz.
Sinto saudades do Serginho, Dani e o Andreas.
Sinto saudades das minhas irmãs e cunhados: Maris e Quel. Digão e Carlos Alberto.
Sinto saudades das brincadeiras da tia Lilian, Valéria (sogrinha), Dai, Amanda, Zé e Dirce.
Sinto saudades das deliciosas sobremesas e comidinhas da minha tia Léa, Dinha e Lula.
Sinto saudades do dia em que eu conheci o meu amigão João Roberto Kelly.
Sinto saudades de estar perto da minha mãe.
Sinto saudades de brincar no sítio da minha tia Léa, era tão bom!
Sinto saudades dos meus bichinhos.
Sinto saudades do Giló, Radá, Denny e André, quando não temos show e nem ensaio.
Sinto saudades da Pri.
Sinto saudades de Petrópolis.

Fico contanto as horas no relógio pra ver o meu amor (Rodrigo Santiago).
Fico contanto os dias pra chegar o fim de semana e ir de encontro com a minha mãe.
Fico doida pra apertar as bochechas do meu sobrinho Andreas.
Fico ansiosa pra chegar logo o dia 19/04 (casamento da minha irmã).
Fico contando os minutos pra ensaiar com o Seresta Moderna e ensaiar o meu trabalho solo.
Fico ansiosa pra gavrar logo o meu CD.
Fico louca pra ir para o Jabour e depois jogar na lan do kiki.

Estou feliz de estar trabalhando no que gosto!
Sou feliz por ter uma família que me apoia e ter amigos que estão sempre me dando força!
Agradecida por tudo! Amo tudo que faço! Amo todos os meus amigos! Amo a minha família (tias (os) , mãe, primos (as), noivo, cunhados (as), irmãs, sogra...)! Amo os meus companheiros de palco! Amo o carinho dos meus fãs! Amo o Seresta Moderna!

É isso! Acho que falei tudo.

Como estou com saudades da livraria Letras&Expressões, segue um vídeo da minha apresentação que fiz lá em 2006.






Música: Chão de Jardim (Marcelo Camelo/ George Israel)
Violões: André Estrella e Nito Lima
Voz: Manu Santos
Letras&Expressões em 2006.
Vídeo: Rodrigo Santiago


Um pedaço do meu vestido. (foto tirada no show do Seresta Moderna. Por: Marco Sobral)

quarta-feira, 5 de março de 2008

Continuação da minha vida. Parte II



Olha como eu era fofinha! Estava fazendo besteira, é claro! (Foto: Manu pequena. Objeto na mão: creme da mamãe. Lugar: quarto do papai da mamãe. Pensamento da Manu na foto: Me pegaram fazendo besteira.)


Voltando ao assunto passado ao cubo mesmo, pq demorei pra chuchu.

Não rolou. Porque aqui no Brasil o emprego já é difícil imagina para um oceanógrafo?!

Pulando...

Aos 13 anos, ingressei no colégio Saint Gregor. Eita, farra! Conheci um grande amigo: Hélio, Felipe Jorge e Juliana Faria. O Hélio era inspetor de lá e o Felipe... Bem, o Felipe virou o meu amigão mesmo, andávamos pra cima e pra baixo juntos. Eu era o Rodolfo e ele o Et. A Ju é minha amigona até hoje! huahauhauahua!!!
Eita, fase engraçada!

Minha família como sempre me ajudando e me orientando. Fui uma adolescente normal. Dei trabalho, é claro, mas nunca faltei o respeito com eles. Mas, ficava chateada quando não podia sair (Aliás, nunca fui de sair. Não gostava muito de festas, mas queria ficar perto dos meus amigos, oras! ;) ) Depois, deixei de lado. Minha fase de querer sair passou. :)

Aos 15 anos, fui convidada pelo Flavinho pra cantar na paróquia Santa Inês no bairro onde moro (Jabour). Foi um máximo! A Aline Venturi (grande cantora e compositora católica), teve uma paciência grande para me ensinar as músicas e mesmo assim paguei alguns micos que acho que entraram pra história da paróquia. Ficaram curiosos pra saber que tipo de mico??

Cantava música errada. Um exemplo, a música "Existe um poço" eu cantava : Existe um porco (isso aconteceu uma vez, mas foi ridículo). Nem preciso dizer que tiveram outros desses micos..shuahauhsuhasu

O Padre Evanildo me recebeu de braços abertos. Rimos juntos, choramos juntos, enfim, um amigão! Conheci e ganhei amigos como (na ordem): Diogo, Dick, Ana Paula, Nixon, Renato, Daniele, Danielzinho, Tia Celeste, Tia Sandra, Rô, Pri Esteves( amiga-irmã), Dodo, Dina, Serjão, Adilson, Rondaldo, Fabi, Alê, Denise, Airton, Caduzinho e Laércio. Foi uma época muito especial pra mim. Aprendi muito e cresci muito(mentalmente, é claro, pq de tamanho...)

Aos 16 anos, fui para o colégio militar chamado Duplar. Lembro de como era quente (só tem um ventilador na sala) e apavorante estudar lá ( a educação é ótima, mas as pessoas de lá me assustavam). Ou seja, saí correndo...

Voltei para o Saint Gregor ou melhor MV1 (estou me sentindo o Galvão Bueno). Conheci a Tarsila ou melhor a Tarsi e Rafuxa (minhas amigas). O MV1 comprou o Saint Gregor. Foi uma tristeza, mas o colégio não mudou tanto assim, só o nome e o sistema de lá.

Aos 17 anos, conheci uma galera fantástica. Luiz Américo, mais conhecido como Mequinho, Daniel Macedo, Pedro Bastos e Zézinho do Pandeiro.
O Luiz Américo é violonista (toca muito. Pra você ter uma ideía ele me lembrava o Rafael Rabelo e o Bola Sete. Enfim, ele é sinistro no violão!). Ele ta trabalhando com o cantor André Leono (Maravilha de cantor e pessoa) até hoje e trabalhou um pouco comigo. Daniel Macedo, uma pessoa fantástica, meu cubano! Pedro Bastos: pai do Luiz Américo. Ele toca bandolim e violão de 7 cordas. Trabalhou com a nossa querida Dona Ivone Lara e trabalha com o Altamiro Carrilho. Zézinho do Pandeiro: Brilhante! Trabalhou com Pixinguinha, Carmem Miranda, outros mais e comigo. Ele era muito fofo, educado e simpático!

Bom, voltando ao Mequinho. Ele queria fazer um CD-demo comigo. Nós fizemos lá em casa. O meu pai montou um mini-estúdio pra mim (com toda dificuldade que ele tinha) e a gravação ficou fantástica.

Quando completei 18 anos fiz a minha 1ª comunhão (só falta me crismar) com a Tia Silvéria. Ela era linda, delicada, sincera, parecia a vovó Benta. =)

Andei fazendo uns cálculos e descobri que eu tinha 18 anos (perto dos 19 anos) quando conheci pessoalmente e trabalhei com o Oswaldo Montenegro.

Tudo começou quando fui assistir pela 1ª vez o show do Oswaldo Montenegro no Canecão (foi a 1ª vez que eu pisei no Canecão). Nossa, como fiquei emocionada! Chorava aos montes! Já conhecia o trabalho do Oswaldo através da minha madrinha (ela tem todos os CDs dele). E fiquei fissurada por ele. Ele apresentou o espetáculo "Léo e Bia". Fantástico! E no dia, anunciaram a oficina dele. Falaram sobre os teste. Mas eu não estava nem aí pra isso e a minha madrinha aí pra tudo isso.

Passou um tempo e liga a minha madrinha dizendo assim:
- Te inscrevi.
Eu respondi:
- Hein?!
Ela:
- É. Lembra da oficina do Oswaldo? Então, você precisa fazer o teste.

Quase morri naquele momento.

Pessoal, sei que é triste, mas preciso parar por aqui. Depois conto mais!

Beijinhos,
Manu Santos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cambada Mineira, Lô Borges e Manu Santos no Rival - Rio de Janeiro (26/02/08)

Esta noite foi excelente. Teatro Rival, às 20:30. Foi quando as cortinas se abriram para o início do árduo trabalho de tocar excelentes músicas do grupo Cambada Mineira. Em campanha para o relançamento do CD Meu Recado, João Francisco, Amarildo Silva e Rodrigo Santiago (leia-se outro Rodrigo Santiago, meu xará ao quadradíssimo!) fizeram um espetáculo memorável.

Casa lotada e um show enorme. O grupo Cambada Mineira nasceu como uma espécie de confraria de mineiros no Rio de Janeiro, que pretendia reunir os compositores daquele estado na cidade maravilhosa. Ao se firmar, tornou-se, para começar, a melhor referência das tradicionais mineirices de Bituca, Lô e companhia. E mais, muito mais do que isso. As composições do grupo, em maior parte feitas por João Francisco e Amarildo Silva com suas parcerias, são todas de excelente bom gosto. Os arranjos não têm erro. Comentários correram pelo lounge após o show, de que Lô Borges (na foto à esquerda) disse a João Francisco que ele é o melhor arranjador de suas músicas.

Elogios merecidos. Quem não viu, perdeu. Vocais certeiros, a marca perene do meu querido amigo João, que também dirige o Seresta Moderna, fizeram renascer as músicas mineiras em sua homenagem ao Clube da Esquina. Houve grande reverência à marca dos primórdios de Minas, porém com uma cuidadosa desconstrução dos antigos arranjos, seguidos da assinatura dessa Cambada.



Acima, João Francisco. Sua condução das bases é essencial no grupo, a alma da harmonia no Cambada Mineira (e no Seresta Moderna também). Poucas vezes se vê alguém com tanta destreza, habilidade e suíngue na mão direita, e muito menos para cantar ao mesmo tempo (pasme: a terças, quintas, nonas, sei lá a quais intervalos da melodia principal). Pra mim, um baita líder. Extremamente caprichoso e detalhista. Sabe projetar exatamente as melhores qualidades de cada membro em um grupo sem dar atenção a virtuosismos desnecessários.

Esse mineiro simpático é o Amarildo Silva. Tem o jeito típico do "mineiro que come quieto". Muito tímido e de sorriso contido. É o vocalista central do grupo, excelente compositor, e atua diretamente na produção executiva - com muito louvor, pois o grupo tem 5 discos gravados, se não me engano. Geralmente permanece sentado num banquinho para cantar. Felizmente, desta vez parece que o Lô Borges o fez saltar de seu assento, fazendo valer um pouco mais o show, com esta súbita empolgação. Ele diz que o motivo de não se levantar é "para compor o personagem do show", mas eu acho que isso se deve mesmo à sua simpática timidez.


Rodrigo Santiago, sem ser eu. Violonista virtuoso, e ótimo 'cantador'. Sua voz é melodiosa, tendendo pro agudo, e aveludada. Faz falsetes excelentes. Executa todos os ornamentos do arranjo - solos, frases, harmonias auxiliares. Curiosamente, um canhoto que toca com violão para destros. Tudo ao contrário. É o fanfarrão do grupo, de humor retumbante. O terceiro na alma do cambada.


Radamés Lago - Percussionista de grande estilo, acabou de se juntar ao trabalho. Parceiríssimo e amigo, como cada um dos que integram nosso grupo que tem apresentado um samba de raiz de primeira no Carioca da Gema. Diga-se de passagem, Quinta-Feira será nosso último dia por lá, não percam. É também o percussionista do Seresta Moderna, e o maridão da Lu, que está conosco sempre que pode.


Mário Zazv - Grande baixista, e uma figuraça. Pense num grande cantor brasileiro. Provavelmente Zazv já tocou com essa pessoa. Maria Bethânia, Caetano, Lulu Santos, João Bosco... Esse cara tá em todas. Sem comentários, sua simpatia é nítida, mesmo na foto.

Esta é Manu Santos, minha noiva ;-)

Como sempre, exibiu simpatia, sorrisos, uma presença de palco implacável. Interpretou uma das canções do Cambada, chamada Foi Assim - uma valsa linda, feminina, que conta o momento em "que o amor se fez" entre um casal.

Sim, mais uma vez ela abusou. Esta noite foi a primeira vez em que ela subiu no palco do Rival. Pra quem ainda não sabe, Manu Santos e João Francisco se conheceram há muito tempo, mas apenas recentemente começaram a trabalhar juntos, no Seresta Moderna. No princípio, eu acompanhei alguns ensaios, e mais tarde o João me convidou para participar da produção do grupo. Logo depois, me tornei também um dos integrantes, entrando no espetáculo como uma espécie de faz-tudo. Toco um pouquinho de violão, samplers, teclado, percussão e canto. Cada hora uma coisa.

Voltando ao assunto "Manu Santos". Ela vem se prendendo um pouco à alcunha de cantora de samba, apenas, em virtude da conquista da Mostra de Talentos do Carioca da Gema. Este prêmio não foi NADA por acaso. Uma surpresa pros jurados, que nunca haviam visto a Manu pelos lados da Lapa.

A presença dela no Teatro Rival no show de um grupo mineiro que circula o Brasil inteiro nos deu a certeza de que o seu talento é puro, independente de estilo.

A participação foi um tremendo convite do João, que mais tarde seria assinado pelos outros membros do Cambada. O que ela tem de mineira? Nada. O que tem de talento, profissionalismo e, principalmente, caráter? Tudo o que é necessário para ganhar a plena confiança de todos.

Quando houve a prévia do show no Rival, que aconteceu no Espírito das Artes, no Humaitá, ouvimos amigos do grupo dizendo: "essa participação arrebentou a porteira". Coisa de mineiro mesmo, estavam muito surpresos. Esse comentário veio de uma galera que mora na Vila da Penha, pessoas da tal "violada de Domingo", que leva gente boa, como o Luis Carlos da Vila. No Rival, enquanto eu fotografava o show da mesa 18, na frente do palco, tive a companhia de um membro da violada, um simpático senhor que chegou lá de chapéu de couro, botas e um berrante a tira-colo, me perguntando se eu já conhecia o grupo, e dizendo que já os conhecia, "da violada da Vila da Penha".

Manu Santos é carioca do subúrbio do Rio. Bangu. Mais especificamente, do Bairro Jabour, terra do meu querido Hermeto Pascoal. Minha terra santa, onde cresci. É minha vizinha, estava ali o tempo todo, cantando - cantando demais - até que mais tarde se tornaria amiga da minha irmã, que nos apresentaria. Tem um coração do tamanho do mundo, além de ser muito cuidadosa e preocupada com todos ao redor.

Ao longo deste trabalho, tivemos a felicidade de conhecer a família do nosso querido amigo.
Aqui estão a Márcia, esposa digníssima de João Francisco, Gabriel, ou Biel, para os mais íntimos, e sua namorada, após a embriaguez de felicidade.



Aqui estão, da esquerda para a direita: Marina Barreto, sempre descontraída, sorridente e espontânea - apresentadora da Rádio Mec, onde estivemos com o Seresta Moderna no programa Entre Amigos -, Manu Santos e Gerdal de Paula, que conhecemos através do João Roberto Kelly. Gerdal é um cara muito, muito culto, de fala mansa e bem pronunciada, letradíssimo mesmo. É conhecedor, catalogador e conhecido de tantos e tantos artistas. Seu apreço pelos talentos musicais o faz ser uma pessoa muito querida no meio. Ele está em todas, sempre presenteando-nos com notícias de novos grupos e lugares onde rola a boa música carioca.

Manu Santos e Márcia, fazendo pose. Satisfação pura! :)



Manu Santos e Lô Borges. As coisas estão realmente acontecendo. De pouquinho em pouquinho, Graças a Deus.



Eu e o grande João Francisco, ou "John Francesco", como costumo chamá-lo de vez em quando. Foto tirada pela Manu. Tá achando o quê? O documentador da festa tem que aparecer! Ela já sabe tirar fotos com a minha câmera, o que não é tão trivial.

É muito gente boa. Sem comentários pra dizer o quanto gosto de você, meu camarada. Parabéns a você, ao Amarildo, e ao outro Rodrigo Santiago, meu xará ao quadrado.

Também estiveram presentes no show Juli Mariano, cantora de timbre único, que já foi integrante do Seresta Moderna, em sua primeira formação, mas que neste ano "tirou licença poética" pra cuidar mais de perto do Turma da Bossa, seu trabalho principal. Nina Lima, que produz Cambada Mineira, Seresta Moderna, Cama de Gato, Pascoal Meirelles, Julinho do Trompete - instrumentista de oitenta e poucos anos que era radicado na Alemanha e agora voltou ao Brasil, entre tantos outros. Moacir Magalhães, gente boníssima e parceiro nosso na produção do Seresta. Faltou gente pra dividir, a felicidade era demasiada pra ter apenas estes tantos amigos.

Uma imagem vale mais do que mil palavras. Aqui temos várias imagens, muito mais do que mil palavras, e pra finalizar o tom da conversa, deixo dois vídeos que fiz do show. O Cambada é demais, a Manu é demais, o Lô é demais. Estava todo mundo junto, feliz da vida.

Foi Assim - Cambada Mineira e Manu Santos.


Trem Azul - Cambada Mineira, Lô Borges e Manu Santos





Um abraço,
Rodrigo Santiago